Como o carnaval foi antecipado para a equipe de 3 empresas (Exame Online)

Por Luísa Melo

No Peixe Urbano, Privalia e OLX, a folia acontece durante o expediente em concursos de fantasias e marchinhas. Entenda

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São Paulo – Funcionários do Peixe Urbano, Privalia e OLX não esperaram ansiosos pelo fim do expediente para curtir o carnaval. Nessas empresas, a festa começou cedo.

Segundo garantem as próprias companhias, a “folia corporativa” significa mais do que um momento de descontração: é uma ferramenta de engajamento da equipe.

No escritório do Peixe Urbano, em São Paulo, nesta sexta-feira, todo o time está fantasiado. O objetivo é fazer um concurso que elegerá a melhor caracterização nas categorias masculina, feminina, mais inovadora e mais original. Os vencedores serão premiados com produtos de parceiros da companhia: uma bandeja almofadada, uma petisqueira, um aspirador para carro e uma prancha de cabelo.

Os próprios funcionários farão as suas escolhas e depositarão em uma urna, que será aberta durante o happy hour da empresa (que ocorre pelo menos uma vez por mês), ao fim do dia.

O evento temático, de acordo com Anderson Valverde, diretor de recursos humanos do Peixe Urbano, faz parte da cultura da empresa desde 2010 e sempre é organizado em datas comemorativas. “A gente acredita que (a festa) é uma forma de manter todas as áreas numa mesma sintonia. É uma maneira de ter todo mundo no mesmo nível. Um dos nossos valores é a diversão, mas sem fugir da busca por resultados”, conta.  Como todos os gestores terão de entrar no clima,  ele escolheu a fantasia de bombeiro.

Na Privalia, que também comemora o carnaval oficialmente desde 2010, também haverá concurso de fantasias nesta sexta-feira. Fotos dos funcionários caracterizados foram postadas na fanpage da empresa no Facebook e os internautas escolherão as três melhores fantasias nas categorias individual e grupo.

Depois, um júri da companhia decidirá, entre as mais votadas, quais receberão o título de mais criativa, mais divertida e mais espetacular, nas duas modalidades. Os prêmios são vouchers no valor de 50 a 100 reais para serem gastos em uma loja física que existe dentro da sede da empresa.

“Sabemos que é preciso trabalhar duro todo o ano com metas desafiadoras, mas também porporcionar momentos de diversão. Esse é um dos nossos valores”, afrima Andrea Scarano, diretor de marketing da Privalia.

Segundo ele, o trabalho não vai parar na companhia por causa do evento.”Em outros anos, aconteceram até mesmo entrevistas de recrutamento e reuniões com fornecedores em que os funcionários estavam fantasiados”, conta. Na parte da manhã houve um café especial, mas os vencedores do concurso serão anunciados via e-mail.

Na OLX, a brincadeira foi diferente. Há duas semanas, os 80 trabalhadores do escritório de São Paulo foram desafiados a compor marchinhas. Eles precisavam gravar um vídeo com a canção, cuja letra deveria conter a palavra “desapega”, slogan da plataforma online de anúncios de vendas.

Quatro músicas foram inscritas no concurso, elaboradas em grupos organizados pelos departamentos de recursos humanos, marketing e produto.

“Foi um trabalho de colaboração. O objetivo é trabalhar o engajamento e as pessoas realmente se mobilizaram, se entregaram”, conta Cristiane Dantas, gerente de RH da empresa.

Na quinta-feira, ao final do expediente, os vídeos foram exibidos e as melhores marchinhas escolhidas. O grupo que ficou em primeiro lugar recebeu um voucher de 400 reais para gastar no site da companhia. O segundo e terceiro lugares receberam 300 e 100 reais.

Foco

Manter a equipe focada em véspera de feriado não é tarefa fácil. Pode até parecer contraditório, mas no Peixe Urbano o concurso de fantasias foi criado exatamente por isso.

“O funcionário vem com o espírito concentrado no descanso, é um dia historicamente não muito produtivo.  Então, aproveitamos para gerar união na equipe. É um investimento para conseguir engajamento posteriormente”, explica Anderson Valverde.

“É difícil ter foco (em dias que antecedem folgas), mas as pessoas têm a responsabilidade de se autogerenciarem, porque sabem que têm metas a cumprir”, diz Andrea Scarano, da Privalia.

Já Cristiane Dantas garante que o problema não acontece na OLX. “Pelo contrário, o pessoal mantém o ritmo mesmo trabalhando de chapéu e máscara. Eles se empenham porque a empresa tem um clima descontraído e animado”, afirma.

Fonte: Exame Online, Negócios, 28/02/2014