Do Vale do Silício para a rede do Peixe Urbano: o perfil do criador do site de compras coletivas (O Globo)

Representante do Facebook no Brasil cria com amigos primeiro site de compras coletivas do país, hoje com 1 milhão de usuários

Por Fabiana Ribeiro

18_MVG_peixeDepois de morar por mais de dez anos nos Estados Unidos, o carioca Julio Vasconcellos queria ter um projeto que o permitisse voltar ao Brasil. Ao olhar para as oportunidades do mundo da internet, apostou numa ideia que já vinha dando certo entre os americanos: os sites de compras coletivas. Pesquisou o modelo de negócio, convidou amigos com mais intimidade com tecnologia e criou o Peixe Urbano – o primeiro site brasileiro do gênero. Cinco meses depois, o empresário, de 29 anos, festeja ter superado a marca de um milhão de usuários cadastrados. Desde o lançamento, em março, já foram anunciadas mais de 400 promoções em 11 cidades, garantindo uma economia de mais de R$ 20 milhões a seus clientes.

Meses após o seu lançamento, o modelo importado por Vasconcellos se tornou uma febre no Brasil. Pelo sistema, em geral, os sites colocam no ar uma oferta – com desconto acima de 50% – por um ou dois dias. Mas, para o desconto valer, é preciso que um número mínimo de pessoas compre o serviço ou o produto. A reboque do Peixe Urbano, rapidamente novos sites de compras coletivas foram sendo criados no país – Imperdível, Oferta Única, ClickOn, Oferta X e Clube Urbano, que representa o pioneiro GroupOn, dos EUA. Ainda assim, dados do Google Trends mostram que os internautas buscaram seis vezes mais o Peixe Urbano – com sede em Botafogo – do que qualquer outro site de compras coletivas no Brasil.

– A compra coletiva depende da sua capacidade de compartilhar uma oferta com muita gente. Uma ideia que já funcionava muito bem nos EUA, mas que, por aqui, ainda não tinha sido testada. Saímos na frente ao sermos os primeiros – comentou Vasconcellos, que fez um MBA na região do Vale do Silício, na Califórnia, para entender mais de tecnologia e conhecer pessoas que pudessem ajudá-lo a ser dono do próprio negócio.

E encontrou pessoas. Como Emerson Andrade, colega da especialização e hoje sócio que responde pela parte comercial do site. E como Alex Tabor, outro sócio do site, que conheceu num voo dos EUA para o Brasil e com quem teve uma empresa de softwares para educação.

Fonte: O Globo, Economia, 18/09/2010

Leia o texto na íntegra na versão impressa do jornal O GLOBO.

O Globo 2010.9.19

Versão impressa