Onda de start-ups que brotam da empresa-mãe já atinge o Brasil (Jornal Folha de S. Paulo)

À medida que crescem, companhias que até pouco tempo poderiam ser chamadas de start-ups (empresas iniciantes de base tecnológica) veem seus funcionários irem embora para abrir o próprio negócio.

Profissionais que saíram do Peixe Urbano, por exemplo, deram origem a pelo menos 17 empresas, segundo levantamento da própria companhia, criada em 2009. Ao menos cinco negócios têm sócios que saíram do Groupon.

Trata-se de versões bem menores do grupo conhecido nos Estados Unidos como a “máfia do PayPal”. Quando a companhia de meios de pagamentos foi vendida ao eBay por US$1,5 bilhão em 2002, alguns fundadores e funcionários ficaram milionários e se tornaram investidores importantes, como Peter Thiel, um dos primeiros a apostar no Facebook.

Outros ex-funcionários da companhia deram origem a empresas como o YouTube.

Eduardo Wexler, 40, que trabalhou no Peixe Urbano e hoje é sócio da Loggi, que permite chamar motoboys por aplicativo de celular, diz que a vivência no ambiente digital o levou a empreender:

“Quando você trabalha em uma start-up, aprende sobre investimentos, vê a corrida para usar bem o dinheiro que tem e para bater metas. Isso dá vontade de botar ideias próprias em movimento.”
Sabrina Gallier, 33, ex-gerente de marketing da companhia, diz que deixou o emprego para abrir o próprio negócio pela vontade de trabalhar em ambiente com menos funcionários, hierarquias e burocracia.

Ela, que hoje é sócia do Nibo, um software virtual de gestão, diz que o contato com os colegas do emprego anterior a ajuda nos negócios. É comum que eles testem produtos uns dos outros, indiquem profissionais ou troquem serviços.

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Fonte: Jornal Folha de S. Paulo, 21/04/2014