Imigrantes da América Latina são selecionados para trabalhar no Peixe Urbano

O Peixe Urbano, maior plataforma de ofertas locais do Brasil, fez uma ação para contratar imigrantes de língua espanhola para trabalharem na área de Relacionamento com o Cardume (REC), sediada em Florianópolis, em Santa Catarina. Devido à fusão com o Groupon no país e na América Latina, no final de 2017, houve a necessidade de profissionais fluentes no idioma para atender, via e-mail e telefone, clientes de países como Chile, México, Argentina, Colômbia e Peru.

O processo seletivo teve início em fevereiro e, das 42 vagas disponíveis, 37 foram preenchidas por imigrantes venezuelanos, uruguaios, argentinos e chilenos.

“São profissionais qualificados, com muita vontade de trabalhar e que precisam de oportunidades no Brasil. Ficamos muito felizes em ajudar a promover a inclusão social dessas pessoas. Elas reforçam nosso time com disposição e experiência de vida”, afirma Andressa Carrasqueira, diretora de Operações do Peixe Urbano.

Após passar momentos difíceis à procura de emprego, em várias cidades do Brasil, o venezuelano Jesus Sotillo Lopez, de 26 anos, foi um dos selecionados para uma das  vagas do Peixe Urbano. Segundo ele, a oportunidade foi a chance que ele encontrou para conseguir, no futuro, trazer a família da Venezuela para o país. O imigrante contou que estava sem trabalho há um mês, quando ficou sabendo das inscrições, por meio do Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) – que deu apoio à iniciativa do Peixe Urbano.

“Eu ia todos os dias no CRAI, onde eu tinha um cadastro, para saber se havia aparecido alguma vaga. Lá, eles me informaram sobre a seleção do Peixe Urbano. Dois dias depois, eu já estava trabalhando na empresa. Estou me sentindo muito bem, pois estou trabalhando com a minha língua nativa, e ela virou a minha especialidade. Antes disso, fiquei em Manaus, depois, em Belém, e também em Brasília. Em todas essas cidades fiquei sem dinheiro e tive até que dormir na rua. Fiquei feliz porque agora vou poder dar mais assistência à minha filha e à minha mulher”, afirmou Jesus Lopez, que é formado em Relações Industriais na Venezuela.

O casal de imigrantes Diego Fernando Garcia, de 48 anos, e Maria Carolina Rangel, de 38, também agarrou a oportunidade com unhas e dentes. Ela, que também é venezuelana, foi escolhida para trabalhar no atendimento do call center, e ele, argentino, para atuar na seção Fale Conosco. Eles têm dois filhos, de 9 e de 10 anos, e vieram em busca de segurança e mais qualidade de vida para a família.

“Antes de vir para o Brasil, moramos na Argentina, meu marido trabalhava lá, mas a empresa fechou as portas. E como não estávamos muito contentes, procuramos outro lugar e decidimos vir para o Brasil. Escolhemos Florianópolis, onde estamos há três meses. Aqui tivemos a chance de trabalhar juntos. Estou muito feliz porque essa ação é um benefício mútuo e também é um forma de expandir a comunicação entre o restante da América Latina”, afirmou a Maria Carolina, que é formada em Marketing.

Diego faz coro e afirma que quer ir mais longe. “Quando você sai do seu país, você tem que começar tudo de novo. Aqui estou começando de novo, e tudo é um aprendizado. Agora trabalho com minha língua nativa, mas minha missão é aprender o português para atender os clientes brasileiros”, ressaltou o argentino, que se mudou aos 3 anos de idade para a Venezuela.

Para Gabriela Martini dos Santos, responsável pela área de integração laboral do CRAI, essa ação foi muito importante para o protagonismo dos imigrantes no mercado brasileiro, já que a língua nativa é o instrumento de trabalho deles.

“Enviamos 40 currículos de pessoas com domínio de espanhol, tanto de nativos da América Latina quanto de haitianos. Desses, oito foram pré-selecionados, e seis, contratados. Foi a primeira vez que participamos de uma ação deste tamanho. Para nós, é a primeira grande conquista simbólica, pois os imigrantes foram colocados num local com possibilidade de crescimento. E é uma parceria que queremos manter com a empresa e, sem dúvidas, conseguir com outras também”, comemora Gabriela Martini.

Segundo a Polícia Federal, o número de imigrantes no Brasil por Roraima atualmente é de 47.776 pessoas, de várias nacionalidades. Desse total, 9.097 já são residentes; 28.379 são solicitantes de refúgio e outros 10.300 aguardam atendimento.

Confira as ofertas do Peixe Urbano.

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